A inclusão escolar é a política que promove o direito de toda criança a freqüentar a escola regular, independente de suas condições físicas, mentais ou sociais. O sistema educacional brasileiro convive com um grande desafio frente a essa questão, o desconhecimento da sociedade a respeito de inclusão faz que parte dessa trate o assunto com indiferença.
A inclusão é uma inovação, cujo sentido tem sido muito distorcido e um movimento muito polemizado pelos mais diferentes segmentos educacionais e sociais. No entanto, inserir alunos com déficits de toda ordem, permanentes ou temporários, mais graves ou menos severos no ensino regular nada mais é do que garantir o direito de todos à educação - e assim diz a Constituição!
O princípio democrático da educação para todos só se evidencia nos sistemas educacionais que se especializam em todos os alunos, não apenas em alguns deles,como os alunos com deficiência. A inclusão, como conseqüência de um ensino de qualidade para todos os alunos provoca e exige da escola brasileira novos posicionamentos e é um motivo a mais para que o ensino se modernize e para que os professores aperfeiçoem as suas práticas. É uma inovação que implica num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais da maioria de nossas escolas de nível básico.
Segundo Mazzota (1996), a integração do portador de necessidades especiais é possível, basta que os esforços se concentrem nas questões de atualização e reestruturação das condições regular, ressaltando o principio democrático da educação para todos, e não para alguns.
Ainda há muito que se fazer no sistema educacional brasileiro para alcançarmos um ensino de inclusão de máxima qualidade, a reestruturação do ensino é um grande passo para a inclusão social, aprimorando e qualificando profissionais nessa área, tornando a escola apta para atender a esses alunos e aceitar a deficiência como parte comum das variadas condições humanas.
O sucesso da inclusão de alunos com deficiência na escola regular decorre, portanto, das possibilidades de se conseguir progressos significativos desses alunos na escolaridade, por meio da adequação das práticas pedagógicas à diversidade dos aprendizes. E só se consegue atingir esse sucesso, quando a escola regular assume que as dificuldades de alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida e avaliada. Pois não apenas os deficientes são excluídos, mas também as que são pobres, as que não vão às aulas porque trabalham as que pertencem a grupos discriminados, as que de tanto repetir desistiram de estudar, os que possuem défict de atenção, os superdotados, os que possuem dificuldades fonológicas, enfim, todos aqueles que por algum motivo não se incluem num quadro determinado por muitos como “normal”.
Enxergar a inclusão significar ver mais longe, deixando preconceitos de lado e entendendo o assunto como algo comum e normal na sociedade, abandonar a exclusão e passar a abordar a inclusão como um meio de promover um ensino de qualidade para todos é o passo inicial para quebrar o paradigma que cada aluno deve estudar em classes de acordo com suas condições físicas, mentais ou sociais.
De certo que a inclusão se concilia com uma educação para todos e com um ensino especializado no aluno, mas não se consegue implantar uma opção de inclusão sem enfrentar um desafio ainda maior: a sociedade. Os recursos físicos e os meios materiais para a efetivação de um processo escolar de qualidade cedem sua prioridade ao desenvolvimento de novas atitudes e formas de interação na escola, exigindo mudanças no relacionamento pessoal e social e na maneira de se efetivar os processos de ensino e aprendizagem. Nesse contexto, a formação do professor é de fundamental importância, assim como a assistência das famílias, e de toda a escola. Enfim, uma atenção aos que estão diretamente ligados a essas mudanças é muito importante para um ensino de qualidade.
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